Com participação regional e institucional, Observatório de Equidade apresenta guias e plataforma inédita para fortalecer a equidade na educação

O III Seminário do Observatório de Equidade Educacional, realizado no dia 4 de dezembro, em Maceió, reuniu representantes institucionais e educadores de 28 cidades deAlagoas, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além de equipes do Ministério da Educação (MEC), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), Secretaria de Educação de Alagoas e Conselho Estadual de Educação. 

O encontro ocorreu no prédio do Observatório da RIEH, no campus UFAL da capital alagoana, e reforçou a importância da atuação conjunta entre municípios, Estados e instituições para qualificar o uso de dados na promoção da equidade, abrindo um espaço de diálogo sobre monitoramento e avaliação. O seminário também cumpriu a função de apresentar um balanço dos avanços obtidos ao longo dos três anos do Observatório.

A coordenadora geral do Observatório, Angelina Vasconcelos, destacou que um dos grandes marcos do seminário foi o lançamento de dois novos guias, um sobre monitoramento e outro sobre análise de indicadores, e de uma plataforma inédita que permite aos gestores acompanhar painéis de visualização com recortes por gênero e raça, com expansão prevista para novos marcadores. 

“A partir desses materiais, gestores e equipes técnicas podem produzir, organizar e interpretar dados de forma mais precisa, apoiando decisões, fortalecendo políticas educacionais e contribuindo para que o acesso e a aprendizagem avancem com mais equidade nas redes de ensino”, comentou Angelina. “As pesquisas desenvolvidas no Observatório de Equidade ao longo de três anos agora viram produtos, uma tecnologia social que está disponível de maneira gratuita para todas as redes”, destacou Angelina.

MONITORAMENTO

“É importante que todos os gestores, em qualquer esfera, seja federal, estadual, municipal ou mesmo na escola, conheçam os dados educacionais e olhem para eles pois a gente não consegue estar próximo de todos os lugares ou de todas as pessoas ao mesmo tempo. É preciso compreender os dados para saber como direcionar os olhares, qual é a escola, a turma, a etapa, a série que exige uma maior atenção para uma determinada intervenção da gestão”, enfatizou o diretor de Monitoramento, Avaliação e Manutenção da Educação Básica (DIMAM) do MEC, Valdoir Pedro Wathier.

“A parceria do MEC com o Observatório de Equidade Educacional contribui para que cada vez mais tenhamos dados qualificados que nos apoiem na transformação da oferta da Educação Básica, sempre com olhar para a redução das desigualdades, olhar para os grupos que são invisibilizados e que têm o acesso mais prejudicado historicamente. E sempre buscando a equidade ao desenhar e implementar as políticas educacionais”, afirmou a coordenadora-geral de Monitoramento e Avaliação da Educação Básica (CGMA), Luciana Castro.

PROPÓSITO

Diretor executivo do NEES e membro do Conselho Administrativo, Edmílson Fialho elogiou a atuação do Observatório de Equidade. “É gratificante acompanhar o trabalho e a evolução que começou três anos atrás no Observatório de Equidade Educacional. É muito importante para NEES entender o que se faz no Observatório porque nosso propósito é equidade”, disse Fialho.

“Todos os nossos trabalhos e projetos têm como foco promover equidade. Não abrimos mão da qualidade das nossas entregas. Desenvolvemos e implementamos tecnologias sociais que tragam resultados práticos para a sociedade”, comentou Fialho, destacando que o NEES completará 15 anos em 2026.

Deixe um comentário

Acessar o conteúdo